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Peste Negra

Peste Negra é o nome pela qual ficou conhecida a Peste Bulbônica, uma pandemia (doença que atinge grandes dimensões) responsável pela morte de cerca de um terço de toda a população européia. A doença, transmitida pela bactéria Yersinia pestis, se originou na Mongólia. De fato, pulgas hospedeiras da bactéria infectaram ratos, que atuaram como vetores da doença.

Estes roedores vieram para a Europa nos navios comerciais entre os anos de 1346 e 1352, período em que o comércio foi reavivado e o contato com o Oriente, aprofundado. Os ratos encontraram condições ideais de reprodução nas aglomerações urbanas da época, uma vez que as condições de higiene eram bastante precárias.

Além de ser transmitida por meio das pulgas e da mordida desses roedores, a Peste Negra também era difundida pelas vias aéreas dos indivíduos. Após a transmissão, a bactéria ataca diretamente o sistema linfático do doente, criando dolorosas bolhas em suas axilas e virilha. Posteriormente surgem outros sintomas, como febres e vômitos; até o indivíduo não resistir e falecer.

Aqueles que contraíam a doença tinham uma expectativa média de vida de apenas uma semana. Como não havia medicamentos, e, além disso, o progresso da ciência não era visto com bons olhos pela Igreja, a mortalidade foi absurda. Para se ter uma idéia, faltavam cemitérios para enterrar todos os mortos. Além disso, os poucos que sobreviveram conviviam com o problema da escassez de alimentos.

A doença só foi controlada no fim século XIV, com a adoção de medidas de higiene mais eficientes.

Tuberculose

SAIBA TUDO SOBRE A TUBERCULOSE

 

É uma doença contagiosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis (Bacilo de Koch). Este Bacilo tem preferência pelo pulmão e pode levar o indivíduo a uma doença muito grave, se ele não se tratar.

No Município de São Paulo, o número de casos novos de tuberculose descobertos anualmente varia entre 6.000 e 7.000.

Morrem cerca de 500 doentes de tuberculose por ano, a maioria na faixa etária de 30 e 39 anos.

 

Sintomas:

  • Tosse e escarro por mais de três semanas;
  • Falta de apetite;
  • Emagrecimento;
  • Dor no peito;
  • Suores noturnos;
  • Cansaço fácil;
  • Febre baixa, geralmente no fim da tarde.

 

 

Transmissão:

  • O doente com tuberculose pulmonar contamina o ar através dos bacilos lançados pela tosse, que podem ser aspirados por outras pessoas.

 

Têm maior risco de adoecer:

  • Pessoas que vivem com doente de tuberculose pulmonar, especialmente se este doente estiver sem tratamento. Este risco aumenta quando o doente mora em lugares fechados, pouco ventilados e ensolarados;
  • Pessoas que vivem em condições de alimentação e saúde precárias.

 

Atenção: Pessoas que têm tosse por três semanas ou mais, devem procurar imediatamente uma Unidade de Saúde. Pode ser tuberculose!

Malária

Saiba tudo sobre malária
Por Cláudio Patto | 05/12/1999 – Atualizada às 18:23

Esta é uma doença que pouco atinge os grandes centros brasileiros. No país, ela está concentrada principalmente na região amazônica, onde é registrado o maior número de casos. Em geral é conhecida em nosso meio como uma doença que acomete os viajantes.

Entretanto é a mais comum das doenças infecciosa sérias, sendo ainda considerada uma das maiores pragas da humanidade. Deve haver atualmente cerca de 200 a 300 milhões de pessoas infectadas em todo mundo, sendo que cerca de 3 milhões morrem todos os anos.

Agente e sintomas

A malária é causada pela presença no sangue de pelo menos uma de quatro espécies de parasitas unicelulares do gênero Plasmodium, das quais apenas três ocorrem no Brasil (ver tabela). Plasmodium vivax e P. malariae, que são mais amenas e não costumam levar o paciente a morte, e P. falciparum, que é mais nociva e pode ser fatal.

A quarta é a P. ovale, que também é amena e não ocorre no Brasil. Entretanto, todas as espécies causam os acessos maláricos de febre e anemia.

Antes do paciente apresentar o primeiro acesso malárico, aparecem sintomas como mal-estar, dor de cabeça e indisposição, seguidos por uma febre que vai aumentando até o acesso malárico. Este se caracteriza por calafrio, calor e suor. Apesar da febre elevada, o paciente começa a tremer de frio.

Depois de uns 30 minutos de calafrios, sente um calor intenso, quando a febre se eleva para 39 a 41°C, permanecendo assim por duas horas, quando cessa. O acesso se repete com uma periodicidade própria da espécie (ver tabela), bem como o tempo que demora para aparecerem os primeiros sintomas.

No P. falciparum, além do acesso malárico, a anemia é mais intensa, podendo ocasionar falta de oxigênio a órgãos vitais como o cérebro, o que pode levar o paciente a morte. O P. malariae pode causar um quadro semelhante em crianças.

Leptospirose

Leptospirose

É uma doença infecto-contagiosa, causada por uma bactéria, a Leptospira interrogans, serovares (“tipos diferentes”) icterohaemorrhagie, canicola e grippotyphosa.

Ela morre facilmente no meio ambiente seco e pela ação de desinfetantes comuns.

“Reservatórios” são animais que são transmissores (podendo estar doentes ou não, ou estar se recuperando da doença, domésticos ou silvestres), que mantém a bactéria nos rins e a eliminam para o meio ambiente. Principais reservatórios domésticos são os suínos, bovinos e cães. Os ratos geralmente são reservatórios permanentes, e quando há enchente eles (os ratos) são obrigados a abandonar suas tocas, indo para as residências. Entre os silvestres, gambás, raposas, morcegos, preás, etc. A partir de águas de córregos ou paradas, a bactéria pode penetrar na pele com lesões (que não precisam ser visíveis). Essas mesmas águas, não tratadas, se bebidas ou através de alimentos ingeridos contaminados por urina de rato, podem causar a doença. Também pode haver contaminação direta por contato com a urina de animais doentes ou portadores.

Sintomas no humano: pode variar, desde casos leves quase sem sintomas, até outros com dor de cabeça, febre, vômitos, mal estar geral, conjuntivite, “manchas escuras “na pele (petéquias hemorrágicas), as vezes icterícia (“pele amarelada”), meningite, encefalite, e casos que podem chegar até a morte.

Em cães, doença aguda, febril, com sintomas intestinais, hepáticos e renais. Os cães são sensíveis a ela, os gatos raramente o são. Afeta animais de ambos os sexos, de todas as raças, independente da idade. O sorotipo canicola fica alojado nos próprios cães. Eles apresentam ou não a doença aparente, mas a bactéria fica alojada nos rins, sendo eliminada constantemente pela urina, por um, ou mais. Como os cães têm o hábito de cheirar a genitália do outro , pode haver contágio direto de um cão para o outro. Se ele ficar solto na rua, sua urina contaminará o chão das ruas, e outros cães que cheirem esta urina quando passeiam com o dono . Em cães de área rural, tudo em sua volta se contamina, inclusive outros animais.O sorotipo icterohaemorragie tem reservatório em ratos, em média por 2 anos e meio. Eles contaminam o chão, água, e alimentos com sua urina ou quando são comidos por raças que caçam.

Normalmente sem medicação, mais de 75% dos animais doentes morrem, e em torno de 75% dos animais trazidos à clínica veterinária muito tarde também morrem. Animais vacinados também podem, infelizmente, pegar a doença, porém a pegam mais suave. Isto ocorre porque as vacinas disponíveis no mercado só protegem seu animal contra 2 sorotipos, e a contaminação poderá ter sido por outro sorotipo.

A forma aguda tem início súbito com vômitos, diarréia, febre, o animal fica abatido e quieto, e não come nada ou muito pouco. Também pode ter dor de barriga intensa (e até andarem arqueados por causa disso). A temperatura nos primeiros 2 a 3 dias normalmente está acima dos 41º. Entre o quarto e o décimo dia a temperatura cai. Se o animal conseguir vencer a fase agudas e resistir nos primeiros 15 dias , passara a convalescência, que pode durar de 15 a 30 dias. A grande maioria dos animais não resiste a doença entre o quarto e o sétimo dia.

Cuidados para evitar a doença:

1- Tratar os animais doentes, para não disseminar (espalhar) a doença ainda mais.

2- Combater os ratos ( em caso de dúvidas, consultar o departamento de zoonoses da prefeitura, a “carrocinha” ).

3- Evitar águas paradas, ter cuidado em enchentes.

4- Não deixar quintais e jardins das casas com recipientes que possam alojar ratos e água parada da chuva.

5- Vacinar os cães. Gatos não se vacina contra leptospirose, pois eles são resistentes à doença e geralmente não reagem à vacina. Os cães devem ser vacinados contra leptospirose junto com outras vacinas aos 2, 3 e 4 meses e depois disso anualmente. Porém animais que vivem em áreas com muitos ratos ou com águas paradas perto e/ou muitas enchentes, devem ser vacinados a cada 4 a 6 meses.

Repetindo, infelizmente, no caso da leptospirose, mesmo os animais vacinados podem adoecer , e eliminar a bactéria pela urina. A diferença é que a doença é bem mais suave nestes animais e as chances de eles não contrairem a doença é grande.

Raiva

A raiva é uma zoonose causada por vírus, que é transmitida ao homem por animais mamíferos. É uma doença mortal para os animais e seres humanos.

No Brasil, a raiva humana ainda faz vítimas, representando um sério problema de saúde pública.

No Estado de São Paulo, todos os anos, cerca de 50 a 60 mil pessoas são atacadas por animais.

TRANSMISSÃO

A transmissão da raiva acontece quando um animal infectado deposita o vírus existente em sua saliva em ferimentos e mucosas de pessoas, através de mordidas, arranhões ou lambidas.

Para o homem, o principal transmissor da raiva é o cão, vindo a seguir o gato. Atualmente o morcego vem se tornando um importante transmissor, principalmente o morcego  hematófago. Eles atacam preferencialmente os  animais herbívoros, e ocasionalmente o homem, e transmitem  a doença,  mesmo sem apresentar  sinais indicativos, mantendo assim a cadeia de transmissão.

SINAIS INDICATIVOS DA RAIVA ANIMAL

Existem dois tipos de raiva:

1) Raiva furiosa

. Comum nos animais carnívoros, apresentando o seguinte quadro:

. Mudança de comportamento

. Tornam-se agressivos, mordem pessoas e objetos, ou ficam tristes, procurando lugares escuros.

. Ficam de boca aberta, com baba.

. Apresentam dificuldade para engolir (parecendo engasgados) ou mudam o hábito alimentar.

. Apresentam paralisia das patas traseiras, “descadeirados”.

. No caso dos cães, o latido torna-se diferente do normal, parecendo um “uivo rouco”.

2) Raiva paralítica

. Comum nos animais herbívoros, apresentando o seguinte quadro:

. Mudança de hábito e comportamento

. Andar cambaleante e postura anormal, com paralisia das patas traseiras.

. Salivação abundante.

. Dificuldade para engolir e mudança do hábito alimentar.

. Fezes ressecadas e micções freqüentes.

. Aparecimento de agressividade, principalmente em cavalos.

Importante

. Existem doenças com sintomas semelhantes aos sinais acima descritos. Somente um veterinário pode fazer o diagnóstico diferencial.

O QUE FAZER QUANDO AGREDIDO POR ANIMAL

. Lavar imediatamente o ferimento com água e sabão, e procurar com urgência o Serviço de Saúde mais próximo.

. Não matar o animal, e sim, deixá-lo em observação durante 10 dias, recebendo água e alimentação normalmente (mesmo se ele for vacinado), para que se possa identificar qualquer sinal indicativo de raiva.

. O animal deverá ficar em local seguro, para que não possa fugir ou atacar outras pessoas e animais.

. Se o animal adoecer, morrer, desaparecer ou mudar de comportamento, voltar imediatamente ao Serviço de Saúde.

. Nunca interromper o tratamento preventivo sem ordens médicas.

MEDIDAS DE PREVENÇÃO

. Vacinar os animais todos os anos ( a partir dos 4 meses de idade).

. Manter o cão no domicílio, para que ele não tenha contato com animais vadios, que são os principais transmissores da raiva em área urbana.

. Controlar os focos de transmissão de raiva através da vacinação de animais em área onde ocorreu caso de raiva animal.

. Identificar e controlar as colônias de morcegos.

. Usar coleira/guia no cão, ao sair para passeio.

EVITE

. Tocar em animais estranhos, feridos e doentes.

. Perturbar animais quando estiverem comendo, bebendo ou dormindo.

. Separar animais que estejam brigando.

. Entrar em grutas ou furnas, e tocar em qualquer tipo de morcego.

ATENÇÃO

. A vacinação contra a raiva é obrigatória pela lei brasileira e deve ser anual, NÃO existe mês específico para a sua aplicação, o animal pode ser vacinado em qualquer época, desde que acima de 4 meses de idade.

. Além da vacina anti-rábica, outras vacinas são extremamente importantes para a saúde de seu animal e conseqüentemente, para o proprietário. A partir de 2 meses de idade, deve-se iniciar a aplicação da vacina óctupla, em 3 doses, uma por mês, e depois, reforço anual.

  • Em caso de dúvida consulte sempre o seu veterinário.

Febre Amarela

Saiba Tudo Sobre a Febre Amarela

A febre amarela é doença viral infecciosa aguda de curta duração e gravidade variável. Os casos mais leves apresentam um quadro clínico indefinido; os ataques típicos se caracterizam por um quadro similar ao do dengue que inclui começo repentino, febre, calafrios, cefaléia, dorsalgia, mialgias generalizadas, náusea e vômitos.

À medida que avança a febre amarela, o pulso se torna mais lento e fraco embora a temperatura possa ser elevada; ás vezes se observam albuminúria pronunciada e anúria. A leucopenia manifesta-se logo ao início, para tomar-se mais evidente por volta do quinto dia. Os sintomas hemorrágicos comuns incluem epistaxes, hemorragia vestibular e bucal, hematêmese e melena. A icterícia é moderada no princípio da doença e se intensifica mais tarde.

O agente infeccioso da febre amarela é um vírus do Grupo B togavírus (flavivírus).

O reservatório da febre amarela nas zonas urbanas é o homem e o mosquito Aedes aegypti e nas florestas, outros vertebrados diferentes do homem, em sua maior parte macacos e talvez os marsupiais e mosquitos da selva.

A transmissão transovárica nos mosquitos pode contribuir para a persistência da infecção. O homem não intervém, de forma essencial, na transmissão da febre amarela nem para a perpetuação do vírus.

Nas zonas urbanas, e em algumas zonas rurais, a doença é transmitida pela picada de mosquitos Aedes aegypti infectantes e nas selvas da América do Sul, pela picada de várias espécies de mosquitos silvestres do gênero Haemagogus.

O período de incubação da febre amarela é de três a seis dias. O sangue dos doentes é infectante para os mosquitos muito pouco antes de começar a febre e durante os primeiros três a cinco dias da doença.

É altamente transmissível nos locais onde coexistem muitas pessoas suscetíveis e abundantes mosquitos vetores. Não se transmite por contato nem por veículos comuns. Uma vez infectado, o mosquito mantém essa condição até o fim de sua vida.

A febre amarela confere imunidade duradoura e não se conhecem segundos ataques. Nas zonas endêmicas são comuns as infecções leves não manifestas. A imunidade passiva transitória das crianças nascidas de mães imunes pode persistir por até seis meses. Em infecções naturais, os anticorpos aparecem no sangue no curso da primeira semana da doença.

Fonte: Doenças Infecciosas e Parasitárias – 1996.

A Filariose é a doença causada pelos parasitas nematódes Wuchereria bancrofti, Brugia malayi e Brugia timori, que se alojam nos vasos linfáticos causando linfedema. Esta doença é também conhecida como elefantíase, devido ao aspecto de perna de elefante do paciente com esta doença. Tem como transmissor os mosquitos dos gêneros Culex, Anopheles, Mansonia ou Aedes, presentes nas regiões tropicais e subtropicais. Quando o nematódeo obstrui o vaso linfático o edema é irreversível, daí a importância da prevenção com mosquiteiros e repelentes, além de evitar o acúmulo de águas paradas em pneus velhos, latas, potes e outros.

EPIDEMIOLOGIA

Afecta 120 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo dados da OMS. Só afecta o ser humano (outras espécies afectam animais).

1. O Wuchereria bancrofti existe na África, Ásia tropical, Caraíbas e na América do Sul incluindo Brasil. É transmitido pelos mosquitos Culex, Anopheles e Aedes.

2. O Brugia malayi está limitado ao Subcontinente Indiano e a algumas regiões da Ásia oriental. O transmissor é o mosquito Anopheles, Culex ou Mansonia.

3. O Brugia timori existe em Timor-Leste e Ocidental, do qual provém o seu nome, e na Indonésia. Transmitido pelos Anopheles.

Mosquito Anopheles
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Mosquito Anopheles

O parasita só se desenvolve em condições húmidas com tempreaturas altas, portanto todos os casos na Europa e EUA são importados de individuos provenientes de regiões tropicais.

PROGRESSÃO E SINTOMAS

O período de incubação pode ser de um mês ou vários meses. A maioria dos casos é assintomática, contudo à produão de microfilárias e o individuo dissemina a infecção pelos mosquitos que o picam.

Os episódios de disseminação de microfilárias (geralmente à noite quando estão activos os mosquitos, mas por vezes também de dia) pelos vasos sanguineos podem levar a reacções do sistema imunitário, como prurido, febre, mal estar, tosse, asma, fatiga, exantemas, adenopatias (inchaço dos gânglios linfáticos) e com inchaços nos membros, escroto ou mamas. Por vezes causa inflamação dos testículos (orquite).

A longo prazo apresença de vários pares de adultos nos vasos linfáticos, com fibrosação e obstrução dos vasos (formando nódulos palpáveis) pode levar a acumulações de linfa a montante das obstruções, com dilatação de vasos linfáticos alternativos e espessamento da pele. Esta condição, dez a quinze anos depois, manifesta-se como aumento de volume grotesco das regiões afectadas, principalmente pernas e escroto, devido à retenção de linfa. Os vasos linfáticos alargados pela linfa retida por vezes rebentam, complicando a drenagem da linfa ainda mais. Por vezes as pernas tornam-se grossas dando um aspecto semelhante a patas de elefante, descrito como elefantíase.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

O diagnóstico é pela observação microscópica de microfilárias em amostras de sangue. Caso a espécie seja nocturna é necessário recolher sangue de noite, de outro modo não serão encontradas. A ecografia permite detectar as formas adultas. A serologia por ELISA também é útil.

São usados antiparasiticos como mebendazole. É importante tratar as infecções secundárias.

Cólera

Cólera -

Originária da Ásia, mais precisamente da Índia e de Bangladesh, a cólera se espalhou para outros continentes a partir de 1817.

Chegou ao Brasil no ano de 1885, invadindo os estados do Amazonas, Bahia, Pará e Rio de Janeiro. Em 1893 a doença chegou a São Paulo, alastrando-se tanto na capital quanto no interior do estado. No entanto, no final do século XIX, o governo brasileiro declarava a doença erradicava de todo o país.

Cerca de um século depois, em abril de 1991, a cólera chegou novamente ao Brasil. Vindo o Peru, fez sua primeira vítima na cidade de Tabatinga, Amazonas.

A cólera é uma doença infecciosa que ataca o intestino dos seres humanos.

A bactéria que a provoca foi descoberta por Robert Koch em 1884 e, posteriormente, recebeu o nome de Vibrio cholerae. Ao infectar o intestino humano, essa bactéria faz com que o organismo elimine uma grande quantidade de água e sais minerais, acarretando séria desidratação.

A bactéria da cólera pode fica incubada de um a quatro dias. Quando a doença se manifesta, apresenta os seguintes sintomas:

  • náuseas e vômitos;
  • cólicas abdominais;
  • diarréia abundante, esbranquiçada como água de arroz, determinando a perda de até um litro de água por hora;
  • cãibras.

A cólera é transmitida principalmente pela água e por alimentos contaminados.

Quanto o vibrião é ingerido, instala-se no intestino do homem. Esta bactéria libera uma substância tóxica, que altera o funcionamento normal das células intestinais. Surgem, então, a diarréia e o vômito.

Os casos de cólera podem ser fatais, se o diagnóstico não for rápido e o doente não receber tratamento correto. O tratamento deve ser feito com acompanhamento médico, usando-se antibióticos para combater a infecção e medicamentos para combater a diarréia e prevenir a desidratação.

A prevenção da cólera pode ser feita através de vacina e principalmente através de medidas de higiene e saneamento básico.

A vacinação é de responsabilidade do governo. No caso da cólera, não há garantia de que todas as pessoas vacinadas fiquem imunes à doença. Estima-se que a vacina existente tenha um grau de eficácia inferior a 50%.

As medidas de saneamento básico também dependem do governo, mas cada um de nós deve fazer a sua parte. Cabe ao governo desenvolver campanhas alertando e conscientizando a população de que, com cuidados especiais e boa vontade, pode-se evitar uma epidemia da cólera.

As principais precauções são:

  • Beber somente água filtrada ou fervida;
  • lavar as mãos com sabão antes das refeições e ao deixar o sanitário;
  • lavar muito bem em água corrente as frutas, os legumes e as verduras antes de comê-los;
  • evitar comer alimentos crus, principalmente verduras e peixes; e
  • não deixar moscas e outros insetos pousar nos alimentos.

A Dengue

A DENGUE
 
   

DENGUE é uma palavra de origem africana (dengo), cujo significado todos nós conhecemos: dengoso, denguice, manha, manhoso etc. O nome foi dado à doença devido ao estado geral do paciente que, em função da febre e dor, fica com aparência de “dengoso”.

Deve-se chamar a dengue ou o dengue?
A forma gramaticalmente correta é o dengue, mas a grafia a dengue já está consagrada pelo uso diário. No entanto, a forma mais correta é não criar o mosquito em casa.

 

   

O que é a dengue?

A dengue é uma doença causada por um vírus do Gênero arbovírus, da Família Flaviviridae, com uma série de conseqüências indesejáveis para o paciente. Existem 4 subtipos identificados de vírus da dengue: Den 1, Den 2 (ambos os mais comuns), Den 3 (raro) e Den 4 (ainda não descrito em nosso meio). Todos eles são perigosos, dependendo sempre de um estado imunológico mais debilitado do paciente.

De maneira geral, os vírus somente se reproduzem no interior das células e são muito resistentes quando estão no meio ambiente. Existem milhares de vírus já identificados pelos cientistas.

 

   

Como ocorre a transmissão da dengue?

A transmissão dá-se por intermédio da picada do mosquito Aedes aegypti, mais conhecido como o “mosquito da dengue”. Depois de picar uma pessoa doente, ele transmite o vírus da dengue para sua próxima vítima, ao picá-la.

A dengue não é transmitida a partir de contato direto com um doente ou com suas secreções, nem através de água ou alimentos.

Existe apenas uma forma de dengue?

Na maioria dos casos, a dengue tem uma evolução benigna. Mas é importante saber que existem dois tipos da doença:

  • dengue clássica: também chamada de tipo comum ou benigna, seus sintomas lembram os da gripe, não trazendo maiores danos à saúde.
  • dengue hemorrágica: esta, porém, é muito perigosa. Se não for tratada a tempo, pode levar o paciente à morte.

 

DENGUE CLÁSSICA
 
Quais são os principais sintomas da dengue clássica?

A dengue clássica costuma manifestar-se como se fosse uma gripe forte. Mas não se deixe enganar: principalmente se sua região estiver apresentando casos de dengue, fique ainda mais atento aos seguintes sintomas:

  • Febre alta
  • Dor generalizada em todo o corpo
  • Dor de cabeça
  • Dor mais intensa atrás dos olhos e nas juntas
  • Fraqueza
  • Falta de apetite
  • Náuseas e vômitos
  • Muitas vezes, podem surgir manchas avermelhadas na pele, que podem lembrar a rubéola, acompanhadas de coceira

A maioria dos pacientes apresenta dois ou três desses sintomas. Febre alta e dores são os mais freqüentes. Contudo, existe uma forma branda da dengue que se apresenta sem sintomas e só poderia ser identificada através de exames laboratoriais.

Veja como ocorre a transmissão da Dengue Clássica

 

Doença de Chagas

Carlos Chagas

O mal de Chagas, como também é chamado, é transmitido, principalmente, por um inseto da subfamília Triatominae, conhecido popularmente como barbeiro. Este animal de hábito noturno se alimenta, exclusivamente, do sangue de vertebrados endotérmicos. Vive em frestas de casas de pau-a-pique, camas, colchões, depósitos, ninhos de aves, troncos de árvores, dentre outros locais, sendo que tem preferência por locais próximos à sua fonte de alimento.

Ao sugar o sangue de um endotérmico com a doença, este inseto passa a carregar consigo o protozoário. Ao se alimentar novamente, desta vez de uma pessoa saudável, geralmente na região do rosto, ele pode transmitir a ela o parasita.

Este processo se dá em razão do hábito que este tem de defecar após sua refeição. Como, geralmente, as pessoas costumam coçar a região onde foram picadas, tal ato permite com que os parasitas, presentes nas fezes, penetrem pela pele. Estes passam a viver, inicialmente, no sangue e, depois, nas fibras musculares, principalmente nas da região do coração, intestino e esôfago.

A transfusão de sangue contaminado e transmissão de mãe para filho, durante a gravidez, são outras formas de se contrair a doença. Recentemente descobriu-se que pode ocorrer a infecção oral: são os casos daquelas pessoas que adquiriram a doença ao ingerirem caldo de cana ou açaí moído contendo, acidentalmente, o inseto. Acredita-se que houve, nestes casos, invasão ativa do parasita, via aparelho digestivo.

Cerca de 20 dias após a sua primeira – e última – cópula, a fêmea libera, aproximadamente, 200 ovos, que eclodirão em mais ou menos 25 dias. Após o nascimento, estes pequenos seres sofrerão em torno de cinco mudas até atingirem o estágio adulto, formando novas colônias.

Protozoário causador da doença

Febre, mal estar, falta de apetite, dor ganglionar, inchaço ocular e aumento do fígado e baço são alguns sintomas que podem aparecer inicialmente (fase aguda), embora existam casos em que a doença se apresenta de forma assintomática.

Em quadro crônico, o mal de Chagas pode destruir a musculatura dos órgãos atingidos, provocando o aumento destes, de forma irreversível.

O diagnóstico pode ser feito via exame de sangue do paciente na busca do parasita no próprio material coletado (microscopia) ou pela presença de anticorpos no soro (através de testes sorológicos). O tratamento, visando à eliminação dos parasitas, é satisfatório apenas no estágio inicial da doença, quando o tripanossoma ainda está no sangue. Na fase crônica, a terapêutica se direciona para o controle de sintomas, evitando maiores complicações.

O controle populacional do barbeiro é a melhor forma de prevenir a doença de Chagas.

O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE:
A automedicação pode ter efeitos indesejados e imprevistos, pois o remédio errado não só não cura como pode piorar a saúde.

Em 1909, Carlos Chagas, pesquisador do Instituto Osvaldo Cruz, descobriu uma doença infecciosa que acometia operários do interior de Minas Gerais. Esta, causada pelo protozoário Tripanosoma cruzi, é conhecida como doença de Chagas, em homenagem a quem a descreveu pela primeira vez.

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