Febre Amarela

Saiba Tudo Sobre a Febre Amarela

A febre amarela é doença viral infecciosa aguda de curta duração e gravidade variável. Os casos mais leves apresentam um quadro clínico indefinido; os ataques típicos se caracterizam por um quadro similar ao do dengue que inclui começo repentino, febre, calafrios, cefaléia, dorsalgia, mialgias generalizadas, náusea e vômitos.

À medida que avança a febre amarela, o pulso se torna mais lento e fraco embora a temperatura possa ser elevada; ás vezes se observam albuminúria pronunciada e anúria. A leucopenia manifesta-se logo ao início, para tomar-se mais evidente por volta do quinto dia. Os sintomas hemorrágicos comuns incluem epistaxes, hemorragia vestibular e bucal, hematêmese e melena. A icterícia é moderada no princípio da doença e se intensifica mais tarde.

O agente infeccioso da febre amarela é um vírus do Grupo B togavírus (flavivírus).

O reservatório da febre amarela nas zonas urbanas é o homem e o mosquito Aedes aegypti e nas florestas, outros vertebrados diferentes do homem, em sua maior parte macacos e talvez os marsupiais e mosquitos da selva.

A transmissão transovárica nos mosquitos pode contribuir para a persistência da infecção. O homem não intervém, de forma essencial, na transmissão da febre amarela nem para a perpetuação do vírus.

Nas zonas urbanas, e em algumas zonas rurais, a doença é transmitida pela picada de mosquitos Aedes aegypti infectantes e nas selvas da América do Sul, pela picada de várias espécies de mosquitos silvestres do gênero Haemagogus.

O período de incubação da febre amarela é de três a seis dias. O sangue dos doentes é infectante para os mosquitos muito pouco antes de começar a febre e durante os primeiros três a cinco dias da doença.

É altamente transmissível nos locais onde coexistem muitas pessoas suscetíveis e abundantes mosquitos vetores. Não se transmite por contato nem por veículos comuns. Uma vez infectado, o mosquito mantém essa condição até o fim de sua vida.

A febre amarela confere imunidade duradoura e não se conhecem segundos ataques. Nas zonas endêmicas são comuns as infecções leves não manifestas. A imunidade passiva transitória das crianças nascidas de mães imunes pode persistir por até seis meses. Em infecções naturais, os anticorpos aparecem no sangue no curso da primeira semana da doença.

Fonte: Doenças Infecciosas e Parasitárias – 1996.

A Filariose é a doença causada pelos parasitas nematódes Wuchereria bancrofti, Brugia malayi e Brugia timori, que se alojam nos vasos linfáticos causando linfedema. Esta doença é também conhecida como elefantíase, devido ao aspecto de perna de elefante do paciente com esta doença. Tem como transmissor os mosquitos dos gêneros Culex, Anopheles, Mansonia ou Aedes, presentes nas regiões tropicais e subtropicais. Quando o nematódeo obstrui o vaso linfático o edema é irreversível, daí a importância da prevenção com mosquiteiros e repelentes, além de evitar o acúmulo de águas paradas em pneus velhos, latas, potes e outros.

EPIDEMIOLOGIA

Afecta 120 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo dados da OMS. Só afecta o ser humano (outras espécies afectam animais).

1. O Wuchereria bancrofti existe na África, Ásia tropical, Caraíbas e na América do Sul incluindo Brasil. É transmitido pelos mosquitos Culex, Anopheles e Aedes.

2. O Brugia malayi está limitado ao Subcontinente Indiano e a algumas regiões da Ásia oriental. O transmissor é o mosquito Anopheles, Culex ou Mansonia.

3. O Brugia timori existe em Timor-Leste e Ocidental, do qual provém o seu nome, e na Indonésia. Transmitido pelos Anopheles.

Mosquito Anopheles
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Mosquito Anopheles

O parasita só se desenvolve em condições húmidas com tempreaturas altas, portanto todos os casos na Europa e EUA são importados de individuos provenientes de regiões tropicais.

PROGRESSÃO E SINTOMAS

O período de incubação pode ser de um mês ou vários meses. A maioria dos casos é assintomática, contudo à produão de microfilárias e o individuo dissemina a infecção pelos mosquitos que o picam.

Os episódios de disseminação de microfilárias (geralmente à noite quando estão activos os mosquitos, mas por vezes também de dia) pelos vasos sanguineos podem levar a reacções do sistema imunitário, como prurido, febre, mal estar, tosse, asma, fatiga, exantemas, adenopatias (inchaço dos gânglios linfáticos) e com inchaços nos membros, escroto ou mamas. Por vezes causa inflamação dos testículos (orquite).

A longo prazo apresença de vários pares de adultos nos vasos linfáticos, com fibrosação e obstrução dos vasos (formando nódulos palpáveis) pode levar a acumulações de linfa a montante das obstruções, com dilatação de vasos linfáticos alternativos e espessamento da pele. Esta condição, dez a quinze anos depois, manifesta-se como aumento de volume grotesco das regiões afectadas, principalmente pernas e escroto, devido à retenção de linfa. Os vasos linfáticos alargados pela linfa retida por vezes rebentam, complicando a drenagem da linfa ainda mais. Por vezes as pernas tornam-se grossas dando um aspecto semelhante a patas de elefante, descrito como elefantíase.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

O diagnóstico é pela observação microscópica de microfilárias em amostras de sangue. Caso a espécie seja nocturna é necessário recolher sangue de noite, de outro modo não serão encontradas. A ecografia permite detectar as formas adultas. A serologia por ELISA também é útil.

São usados antiparasiticos como mebendazole. É importante tratar as infecções secundárias.

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