Leptospirose

Leptospirose

É uma doença infecto-contagiosa, causada por uma bactéria, a Leptospira interrogans, serovares (“tipos diferentes”) icterohaemorrhagie, canicola e grippotyphosa.

Ela morre facilmente no meio ambiente seco e pela ação de desinfetantes comuns.

“Reservatórios” são animais que são transmissores (podendo estar doentes ou não, ou estar se recuperando da doença, domésticos ou silvestres), que mantém a bactéria nos rins e a eliminam para o meio ambiente. Principais reservatórios domésticos são os suínos, bovinos e cães. Os ratos geralmente são reservatórios permanentes, e quando há enchente eles (os ratos) são obrigados a abandonar suas tocas, indo para as residências. Entre os silvestres, gambás, raposas, morcegos, preás, etc. A partir de águas de córregos ou paradas, a bactéria pode penetrar na pele com lesões (que não precisam ser visíveis). Essas mesmas águas, não tratadas, se bebidas ou através de alimentos ingeridos contaminados por urina de rato, podem causar a doença. Também pode haver contaminação direta por contato com a urina de animais doentes ou portadores.

Sintomas no humano: pode variar, desde casos leves quase sem sintomas, até outros com dor de cabeça, febre, vômitos, mal estar geral, conjuntivite, “manchas escuras “na pele (petéquias hemorrágicas), as vezes icterícia (“pele amarelada”), meningite, encefalite, e casos que podem chegar até a morte.

Em cães, doença aguda, febril, com sintomas intestinais, hepáticos e renais. Os cães são sensíveis a ela, os gatos raramente o são. Afeta animais de ambos os sexos, de todas as raças, independente da idade. O sorotipo canicola fica alojado nos próprios cães. Eles apresentam ou não a doença aparente, mas a bactéria fica alojada nos rins, sendo eliminada constantemente pela urina, por um, ou mais. Como os cães têm o hábito de cheirar a genitália do outro , pode haver contágio direto de um cão para o outro. Se ele ficar solto na rua, sua urina contaminará o chão das ruas, e outros cães que cheirem esta urina quando passeiam com o dono . Em cães de área rural, tudo em sua volta se contamina, inclusive outros animais.O sorotipo icterohaemorragie tem reservatório em ratos, em média por 2 anos e meio. Eles contaminam o chão, água, e alimentos com sua urina ou quando são comidos por raças que caçam.

Normalmente sem medicação, mais de 75% dos animais doentes morrem, e em torno de 75% dos animais trazidos à clínica veterinária muito tarde também morrem. Animais vacinados também podem, infelizmente, pegar a doença, porém a pegam mais suave. Isto ocorre porque as vacinas disponíveis no mercado só protegem seu animal contra 2 sorotipos, e a contaminação poderá ter sido por outro sorotipo.

A forma aguda tem início súbito com vômitos, diarréia, febre, o animal fica abatido e quieto, e não come nada ou muito pouco. Também pode ter dor de barriga intensa (e até andarem arqueados por causa disso). A temperatura nos primeiros 2 a 3 dias normalmente está acima dos 41º. Entre o quarto e o décimo dia a temperatura cai. Se o animal conseguir vencer a fase agudas e resistir nos primeiros 15 dias , passara a convalescência, que pode durar de 15 a 30 dias. A grande maioria dos animais não resiste a doença entre o quarto e o sétimo dia.

Cuidados para evitar a doença:

1- Tratar os animais doentes, para não disseminar (espalhar) a doença ainda mais.

2- Combater os ratos ( em caso de dúvidas, consultar o departamento de zoonoses da prefeitura, a “carrocinha” ).

3- Evitar águas paradas, ter cuidado em enchentes.

4- Não deixar quintais e jardins das casas com recipientes que possam alojar ratos e água parada da chuva.

5- Vacinar os cães. Gatos não se vacina contra leptospirose, pois eles são resistentes à doença e geralmente não reagem à vacina. Os cães devem ser vacinados contra leptospirose junto com outras vacinas aos 2, 3 e 4 meses e depois disso anualmente. Porém animais que vivem em áreas com muitos ratos ou com águas paradas perto e/ou muitas enchentes, devem ser vacinados a cada 4 a 6 meses.

Repetindo, infelizmente, no caso da leptospirose, mesmo os animais vacinados podem adoecer , e eliminar a bactéria pela urina. A diferença é que a doença é bem mais suave nestes animais e as chances de eles não contrairem a doença é grande.

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