Categoria: Política

Pesquisa Data Folha

Eleições2010 –  18/10/2010

Disputa permanece estável

Dilma continua com 54% dos votos válidos contra 46% de José Serra

Pesquisa nacional realizada pelo Datafolha em 14 e 15 de outubro mostra estabilidade no segundo turno da disputa pela presidência da República. Dilma Rousseff (PT) mantém a liderança com 54% dos votos válidos contra 46% de José Serra. Os dados são exatamente os mesmos verificados em levantamento anterior, feito há uma semana. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, Dilma Rousseff seria eleita presidente caso a eleição fosse agora.

No total das intenções de voto, a petista oscilou um ponto negativo – de 48% passou para 47%. O tucano manteve-se com 41%. A oscilação de Dilma no total da amostra se dá principalmente por conta de uma queda de três pontos percentuais entre os entrevistados de menor escolaridade, estrato que corresponde a 47% do eleitorado. A taxa de indecisos oscilou de 7% para 8% e a dos que pretendem anular ou votar em branco permaneceu inalterada em 4%.

Em relação aos outros segmentos, não há variações tão expressivas. A petista melhora seu desempenho em segmentos de classe média, com renda superior a 5 salários, mas apresenta queda na região Sul. Serra porém não se beneficia dessa perda. Entre os que habitam a região, a taxa de indecisos é que cresce na mesma proporção – três pontos percentuais.

É interessante observar a evolução dos candidatos por religião. A única variação expressiva se dá entre os entrevistados que dizem não ter religião. Nesse estrato, Dilma cai seis pontos e Serra sobe cinco. Entre os evangélicos não pentecostais, a petista cai quatro pontos e o tucano oscila positivamente dois pontos. Cada um desses dois segmentos correspondem apenas a 6% dos eleitores. Na maioria católica (62% dos brasileiros), Dilma mantém 51% e Serra oscila um ponto negativo (de 39% para 38%).

Quanto ao número que deverão digitar na urna eletrônica para confirmar o voto de presidente, 83% já conhecem os algarismos. Entre os eleitores de Dilma, essa taxa é de 88% e entre os de Serra chega a 81%. Na pesquisa anterior, esses índices correspondiam a 79%, 86% e 74%, respectivamente.

Julgam-se decididos sobre o voto para presidente no segundo turno 89% dos entrevistados, mesma taxa observada há uma semana. Entre os eleitores da petista, esse índice é de 91% e entre os do tucano fica em 89%. Na semana passada, eles eram de 90% em ambos os casos.

Em relação à rejeição dos candidatos no segundo turno, nota-se crescimento na taxa dos que descartam José Serra. Entre os que não citam o tucano como a escolha no segundo turno, sua rejeição passou de 63% para 66%. No caso de Dilma, houve oscilação negativa de um ponto percentual na taxa dos que a rejeitam – de 68% para 67% entre os que não a escolhem como candidata.

Entre os eleitores de Marina, 51% preferem Serra e 23% Dilma
25% valorizam apoio da candidata verde no segundo turno; 41% consideram o papel de Lula

Entre os que votaram em Marina Silva (PV) no primeiro turno da eleição para presidente, 51% optam agora por José Serra, enquanto 23% escolhem Dilma Rousseff. Pretendem votar em branco ou anular o voto 11% enquanto 15% mostram-se indecisos. Na pesquisa anterior,51% desse estrato optavam por Serra, 22% por Dilma, 18% estavam indecisos e 9% votavam em branco ou anulavam o voto.

O apoio de Marina poderia influenciar o voto de 25% dos eleitores brasileiros. Para 55%, entretanto, ele seria indiferente. Outros 15% dizem que o apoio seria determinante para rejeitar o candidato. Quanto ao apoio de Lula, 40% dizem que poderiam votar em um candidato apoiado pelo presidente contra 17% que o rejeitariam. Nesse caso, julgam-se indiferentes 40%.

Sobre quem Marina Silva deveria apoiar no segundo turno das eleições para presidente, as opiniões continuam divididas – 41% respondem Dilma Rousseff e 40% José Serra. Acham que a candidata do Partido Verde não deveria apoiar nenhum deles 9%. Há uma semana, essas taxas eram 42%, 41% e 7%, respectivamente.

A mesma polarização se observa ao se questionar para quem o apoio vai acabar saindo.Uma parcela (36%) acha que Marina apoiará Serra e outra (31%) acredita que ela se decidirá por Dilma. Boa parte (22%) não sabe. A única taxa que cresceu em relação à pesquisa anterior é a dos que acreditam que Marina não apoiará nenhum dos dois (era 9% e agora é 12%).

Para eleitores, Dilma (PT) é quem mais defenderá os pobres; Serra (PSDB) é visto como o mais preparado

As qualidades atribuídas a Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) dividem o eleitorado brasileiro, que vê na petista a mais preparada para defender os pobres e manter a estabilidade econômica do país, e avalia Serra como o mais preparado, de forma geral, para assumir a presidência, assim como para cuidar da saúde dos brasileiros. No quesito simpatia, os dois empatam. É o que mostra a pesquisa Datafolha realizada entre os dias 14 e 15 de outubro, que mediu a opinião dos eleitores sobre a postura e capacidade dos dois candidatos que estão no segundo turno.

Para 53% dos brasileiros aptos a ir às urnas no próximo dia 31, a petista é quem mais defenderá os pobres, caso eleita. A mesma avaliação sobre José Serra é compartilhada por 27% dos eleitores, enquanto 6% dizem que os dois defenderão os brasileiros pobres. É no Nordeste onde a diferença na avaliação sobre a capacidade de combater a pobreza atribuída aos dois candidatos é mais acentuada. Na região, 64% dizem que Dilma é quem mais defenderá os pobres, índice que é de 22% para Serra. Entre aqueles que escolheram Marina Silva (PV) no primeiro turno, 41% apontam Dilma como a maior defensora dos pobres, enquanto 30% deles dizem o mesmo sobre Serra.

Ao tucano é atribuída, pelos eleitores, a imagem de defensor dos mais ricos: 51% apontam-no como o candidato que mais defenderá os ricos brasileiros, enquanto 20% dizem o mesmo sobre a petista. Para 8%, os dois defenderão essa classe da mesma maneira.

Entre os atributos pessoais, o candidato do PSDB é visto pelos eleitores como mais experiente, inteligente e preparado do que sua adversária. Quando questionados sobre quem é o candidato mais experiente, 61% apontam o nome de José Serra, enquanto 25% escolhem Dilma. A fatia do eleitorado que diz que o tucano é o mais inteligente é de 47% – afirmam o mesmo sobre Dilma outros 32%. Esse cenário se inverte somente no Nordeste, onde 44% vêem a petista como mais inteligente, índice que é de 38% para Serra. Quase metade do eleitorado (48%) vê a candidata do PT como a mais autoritária, característica que 35% atribuem ao tucano.

A petista é a mais simpática para 42% dos eleitores brasileiros, mesmo patamar que Serra (40%). No Sul e no Sudeste, o tucano é visto como mais simpático que a adversária (tem 45% e 44% das atribuições nessas regiões, respectivamente). Já no Nordeste, é Dilma quem lidera em simpatia, apontada por 54% dos eleitores, ante 31% que indicam Serra com essa característica.

Na fatia do eleitorado que votou em Marina Silva no primeiro turno essas características pessoais são mais acentuadas. Serra é visto como o mais experiente por 77% dos eleitores verdes, ante 9% dos que dizem o mesmo sobre a petista. Para 59% desse grupo, o tucano é o mais inteligente – índice que é de 17% para Dilma -, enquanto 50% o consideram o mais simpático – 24% apontam Dilma nesse quesito.

Quando perguntados sobre quem é o mais preparado, de forma geral, para ser presidente, 49% apontaram o nome de Serra, enquanto 39% indicaram a petista. O tucano também é apontado como o mais preparado para cuidar da área da saúde (56%, ante 33% de Dilma). Já a petista é indicada como a mais preparada para manter a estabilidade econômica (48%, ante 37% que citam Serra) e para combater o desemprego (47%, ante 37% que indicam o tucano). Eles empatam quando o tema é o combate à violência (40% consideram o candidato do PSDB o mais preparado para essa tarefa, índice que é de 39% para Dilma) e o cuidado com a área da educação (ambos são apontados por 43% dos eleitores como os mais preparados para lidar com esse tema).

Em 2006, quando a disputa no segundo pela presidência também era entre PT e PSDB, só que com Lula e Geraldo Alckmin como candidatos, o petista também era o mais indicado como defensor dos pobres (62%, ante 24% do adversário), como o mais preparado para combater o desemprego (48% a 37%) e como o mais preparado para manter a estabilidade econômica do país (50% a 37%), assim como Dilma. Além dessas características compartilhadas com sua sucessora, porém, ele também tinha vantagem sobre o adversário tucano nos quesitos experiência (46% a 42%), simpatia (47% a 40%) e preparo para ser presidente, de modo geral (47% a 42%). Como Serra, Alckmin também era visto como o mais inteligente (51% a 34%) e quem mais defenderia os ricos (59% a 17%).

Metade dos eleitores assistiu ao horário eleitoral no segundo turno

As propostas dos candidatos à presidência transmitidas pela TV, no horário eleitoral gratuito, chegaram a 52% dos eleitores brasileiros, com maior penetração entre os eleitores do Sul (57%), entre aqueles que concluíram o ensino médio (55%) e o grau superior (61%) e com renda familiar mensal superior a dois salários mínimos (nesse caso, chegou a 56% entre aqueles com renda entre dois e cinco mínimos, 55% entre aqueles que ganham entre cinco e dez mínimos, e de 66% entre os eleitores com renda superior a dez salários mínimos). Entre os eleitores que estudaram até o ensino fundamental e entre aqueles que têm renda familiar de menos de dois salários mínimos a audiência do horário político ficou abaixo da média, em 48%.

Na fatia do eleitorado que disse ter assistido à propaganda dos candidatos, 96% afirma ter visto algum programa da candidata do PT, e 93%, aos programas de Serra. Entre os que viram o horário eleitoral de Dilma, 54% consideraram-no ótimo ou bom, 29%, regular, e 11%, ruim ou péssimo. No grupo de eleitores que assistiram ao horário eleitoral de Serra, 50% o avaliaram como ótimo ou bom, 30%, como regular, e 13%, como ruim ou péssimo. Entre aqueles que votaram em Marina Silva no primeiro turno e viram a propaganda política do segundo turno, o programa da petista tem avaliação pior do que o exibido pelo tucano. Nesse segmento de eleitores, 38% dizem que o horário eleitoral da petista é ótimo ou bom, 41% o consideram regular e 16%, ruim ou péssimo. As exibições na TV de José Serra são avaliadas como ótimas ou boas por 52% dos eleitores da candidata do PV, enquanto 32% dizem ser regulares e 10%, ruim ou péssimos.

Metade dos eleitores costuma viajar em feriados, mas afirmam que irão votar no segundo turno

A abstenção provocada pelo feriado prolongado que irá coincidir com o segundo turno das eleições, em 31 de outubro, deve ser pequena (de 2%), apesar de metade (52%) dos eleitores brasileiros ter o costume de viajar em ocasiões semelhantes. Mais eleitores com nível de ensino médio (59%) e superior (78%) têm o hábito de viajar em feriados prolongados, índice que também fica acima da média entre aqueles com maior renda (79%). Mesmo nesses grupos, a intenção de viajar não ultrapassa 3%. Entre os eleitores que estudaram até o ensino fundamental ou têm renda familiar inferior a dois mínimos por mês, apenas 1% pretende viajar no próximo feriado prolongado.

28% não se lembram de voto para senador

Menos de duas semanas após o primeiro turno, 28% dos eleitores brasileiros não se lembram de quem votaram para pelo menos uma das vagas ao Senado. O nome do deputado federal escolhido no início do mês também não é lembrado por 30% dos eleitores brasileiros.

Quando questionados sobre o voto para o Senado, 58% citaram o nome do candidato, e 1%, somente o número do senador votado. Para uma das vagas de senador, 17% disseram não saber ou não lembrar para quem votaram. A mesmas resposta foi dada por 11% do eleitorado para os dois votos ao Senado. Outros13% disseram ter votado em branco ou nulo para pelo menos uma das vagas em disputa.

Para a Câmara dos Deputados, 56% citaram o nome do candidato a deputado escolhido, e outros 2% apontaram o número digitado na urna eletrônica. O índice dos que votaram em branco ou nulo para deputado federal é de 11%.

São Paulo, 15 de outubro de 2010.

Anúncios

Presidenciáveis

TSE conclui apuração de votos em todo o Brasil

Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) disputarão segundo turno.
Abstenção de eleitores superou 18% em todo o país.

Débora Santos e Eduardo Bresciani Do G1, em Brasília

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, durante evento sobre o sistema eleitoral brasileiro, nesta segunda-feira (04).Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE),
Ricardo Lewandowski, nesta segunda-feira (04).
(Foto: Elza Fiúza / Agência Brasil)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que concluiu nesta segunda-feira (4), às 21h30, a apuração dos votos em todo o Brasil. A proclamação oficial dos resultados, porém, é feita em sessão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que só deve ocorrer na sessão desta terça-feira (5).

Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) disputarão o segundo turno da eleição presidencial. A petista recebeu 47.651.434 votos, o equivalente a 46,91% dos votos válidos (que exclui brancos e nulos). Serra obteve 33.132.283 votos (32,61% dos votos válidos). Marina Silva (PV) foi a terceira, com 19.636.359 votos (19,33%).

Na sequência aparecem Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) com 0,87% dos votos válidos, José Maria Eymael (PSDC), com 0,09%, Zé Maria (PSTU), com 0,08%, Levy Fidelix (PRTB), com 0,06%, Ivan Pinheiro (PCB), com 0,04% e Rui Costa Pimenta (PCO), com 0,01%.

Política brasileira

Atualmente, a legislação eleitoral brasileira e a Constituição, promulgada em 1988, permitem a existência de várias agremiações políticas no Brasil. Com o fim da ditadura militar (1964-1985), vários partidos políticos foram criados e outros, que estavam na clandestinidade voltaram a funcionar.

Na época do Regime Militar, a Lei Falcão estabeleceu a existência de apenas duas legendas: ARENA ( Aliança Renovadora Nacional ) e o MDB (Movimento Democrático Brasileiro ). Enquanto a ARENA reunia os políticos favoráveis ao regime militar, o MDB reunia a oposição, embora controlada. Felizmente, esse sistema bipartidário não existe mais e desde o início da década de 1980, nosso país voltou ao sistema democrático com a existência de vários partidos políticos.

Veja abaixo a relação dos principais partidos políticos em funcionamento na atualidade e suas principais idéias e características.

PDT – Partido Democrático Trabalhista
Criado em 1981, o PDT resgatou as principais bandeiras defendidas pelo ex-presidente Getúlio Vargas. De tendência nacionalista e social-democrata, esse partido tem como redutos políticos os estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Nestas regiões,  tem o apóio de uma significativa base eleitoral popular. A principal figura do PDT foi o ex-governador Leonel Brizola, falecido em 2004. O PDT defende como idéia principal o crescimento do país através do investimento na indústria nacional, portanto é contrário às privatizações.

PC do B – Partido Comunista do Brasil
Fundado em 25 de março de 1922, o Partido Comunista do Brasil foi colocado na ilegalidade na época do regime militar (1964 a 1985). Mesmo assim, políticos e partidários do PC do B entraram nas fileiras da luta armada contra os militares. O PC do B voltou a funcionar na legalidade somente em 1985, durante o governo de José Sarney. Este partido defende a implantação do socialismo no Brasil e tem como bandeiras principais a luta pela reforma agrária, distribuição de renda e igualdade social. A principal figura do partido foi o ex-deputado João Amazonas.

PR – Partido da República
Criado em 24 de outubro de 2006 com a fusão do PL (Partido Liberal) e PRONA (Partido da Reedificação da Ordem Nacional). O Partido Liberal entrou em funcionamento no ano de 1985, reunindo vários políticos da antiga ARENA e também dissidentes do PFL e do PDS. O partido tem uma proposta de governo que defende o liberalismo econômico com pouca intervenção do estado na economia. Outra importante bandeira dos integrantes do PR é a diminuição das taxas e impostos cobrados pelo governo.

DEM – Democratas – Antigo PFL (Partido da Frente Liberal)
O PFL foi registrado em 1984 e contou com a filiação de vários políticos dissidentes do PDS. Apoio e forneceu sustentação política durante os governos de José Sarney, Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso. Atualmente faz oposição ao governo Lula. Suas bases partidárias estão na região Nordeste do Brasil, embora administre atualmente a cidade de São Paulo com o prefeito Gilberto Kassab. Em 28 de março de 2007, passou a chamar Democratas (DEM).
Os partidários defendem uma economia livre de barreiras e a redução de taxas e impostos.

PMDB – Partido do Movimento Democrático Brasileiro
Fundado em 1980, reuniu uma grande quantidade de políticos que integravam o MDB na época do governo militar. Identificado pelos eleitores como o principal representante da redemocratização do pais, no início da década de 1980, foi o vencedor em grande parte das eleições ocorridas no período pós regime militar. Chegou ao poder nacional com José Sarney, que tornou-se presidente da república após a morte de Tancredo Neves. Com o sucesso do Plano Cruzado, em 1986, o PMDB conseguiu eleger a grande maioria dos governadores naquelas eleições. Após o fracasso do Plano Cruzado e a morte de seu maior representante, Ulysses Guimarães, o PMDB entrou em declínio. Muitos políticos deixaram a legenda para integrar outras ou fundar novos partidos. A principal legenda fundada pelos dissidentes do PMDB foi o PSDB.

PPS – Partido Popular Socialista
Com a queda do muro de Berlim e o fim do socialismo, muitos partidos deixaram a denominação comunista ou socialista de lado. Foi o que aconteceu com o PCB que transformou-se em PPS, em 1992. Além da mudança de nomenclatura, mexeu em suas bases ideológicas, aproximando-se mais da social-democracia. Suas principais figuras políticas da atualidade são o ex-governador do Ceará Ciro Gomes e o senador Roberto Freire.

PP – Partido Progressista (ex-PPB)
Criado em 1995 da fusão do PPR (Partido Progressista Reformador) com o PP e PRP. Tem como base políticos do antigo PDS, que surgiu a partir da antiga ARENA. O PPB defende idéias amplamente baseadas no capitalismo e na economia de mercado. Seus principais representantes são o ex-governador e ex-prefeito Paulo Maluf de São Paulo e o senador Esperidião Amin de Santa Catarina.

PSDB – Partido da Social-Democracia Brasileira
O PSDB foi fundado no ano de 1988 por políticos que saíram do PMDB por discordarem dos rumos que o partido estava tomando na elaboração da Constituição daquele ano. Políticos como Mario Covas, Fernando Henrique Cardoso, José Serra e Ciro Gomes defendiam o parlamentarismo e o mandato de apenas quatro anos para Sarney. De base social-democrata, defende o desenvolvimento do país com justiça social. O PSDB cresceu muito durante e após os dois mandatos na presidência de Fernando Henrique Cardoso. Atualmente, é a principal força de oposição ao governo Lula.

PSB – Partido Socialista Brasileiro
Foi criado no ano de 1947 e defende idéias do socialismo com transformações na sociedade que representam a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos brasileiros. Principal representante político : Miguel Arraes.

PT – Partido dos Trabalhadores
Surgiu junto com as greves e o movimento sindical no início da década de 1980, na região do ABC Paulista. Apareceu no cenário político para ser uma grande força de oposição e representante dos trabalhadores e das classes populares. De base socialista, o PT defende a reforma agrária e a justiça social. Atualmente, governa o país através do presidente Luis Inácio Lula da Silva. As principais metas do governo Lula tem sido : crescimento econômico, estabilidade econômica com o controle inflacionário e geração de empregos.

PSTU  – Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado
Fundado em 1994 por dissidentes do PT. Os integrantes do PSTU defendem o fim do capitalismo e a implantação do socialismo no Brasil. Tem como base os antigos regimes socialistas do Leste Europeu. São favoráveis ao sistema onde os trabalhadores consigam mais poder e participação social.

PV – Partido Verde
De base ideológica ecológica, foi fundado em 1986. Os integrantes do PV lutam por uma sociedade capaz de crescer com respeito a natureza. São favoráveis ao respeito aos direitos civis, a paz, qualidade de vida e formas alternativas de gestão pública. Lutam contra as ameaças ao clima e aos ecossistemas do nosso planeta.

PTB – Partido Trabalhista Brasileiro
Fundado no ano de 1979, contou com a participação de Ivete Vargas, filha do ex-presidente Getúlio Vargas. No seu início, pregava a volta dos ideais nacionalistas defendidos por Getúlio Vargas. Atualmente é uma legenda com pouca força política e defende idéias identificadas com o liberalismo.

PCB – Partido Comunista Brasileiro
Fundado na cidade de Niteroi em 25 de março de 1922. Defende o comunismo, baseado nas idéias de Marx e Engels, e tem como símbolo a foice e o martelo cruzados. As cores do partido são o vermelho e o amarelo. É um partido de esquerda, contrário ao sistema capitalista e ao neoliberalismo, defendendo a luta de classes. É também conhecido como “Partidão”.

PSOL – Partido Socialismo e Liberdade
Fundado em 6 de junho de 2004, defende o socialismo como forma de governo. Foi criado por dissidentes do PT (Partido dos Trabalhadores). É um partido de esquerda, contrário ao sistema capitalista e ao neoliberalismo. Tem como cor oficial o vermelho e como símbolo um Sol.

PRTB – Partido Renovador Trabalhista Brasileiro – obteve registro definitivo em 18 de fevereiro de 1997.

PT do B – Partido Trabalhista do Brasil – obteve o registro definitivo em 11 de outubro de 1994.

PTN – Partido Trabalhista Nacional – refundado em 1995.

PTC – Partido Trabalhista Cristão – obteve registro definitivo em 22 de fevereito de 1990.

PSL – Partido Social Liberal – obteve registro definitivo em 2 de junho de 1998.

PSC – Partido Social Cristão – obteve o registro definitivo em 29 de março de 1990.

PSDC – Partido Social Democrata Cristão – obteve registro definitivo no TSE em 5 de agosto de 1997.

PMN – Partido da Mobilização Nacional – fundado em 1984.